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Redes Sociais: tempo gasto não volta mais

Denise Aleluia

O brasileiro ocupa a vice-liderança do ranking dos maiores utilizadores de redes sociais no mundo, atrás apenas dos filipinos, de acordo com o Relatório Digital In 2017.  A publicação indica que o tempo gasto diariamente navegando nas cinco redes mais populares – Facebook, Youtube, WhatsApp, Messenger e Instagram – é, cerca de 3 horas e 34 minutos.

A experiência em redes sociais tem como objetivo realmente agradar o usuário, já que, ao retê-los, as plataformas coletam dados que podem ser repassados aos anunciantes, para que se conheça cada vez mais o hábito de consumo de cada um. O documentário “Panorama”, da rede de televisão inglesa, BBC, mostra como esse mecanismo funciona.

O vício em redes sociais é um problema sobre o qual psicólogos e psiquiatras já pesquisam. Pessoas com predisposição à depressão, por exemplo, podem ser as mais afetadas.

Para facilitar a administração das horas passadas nas redes, Instagram e Facebook anunciaram uma ferramenta de controle de tempo, desenvolvida com base no feedback de usuários e em parceria com especialistas em saúde mental. A psicóloga clínica Daiane Pinson, que tem consultório no Centro Empresarial Pereira Barreto, diz que a medida é válida, mas é que preciso algo mais. “Deve-se trabalhar o comportamento, já que vem sendo desenvolvido um vínculo emocional com estas redes. É preciso admitir que há um problema e procurar ajuda o quanto antes porque, quando se entra em um mundo de fantasia, é difícil sair”, explica.

A profissional ainda relata o porquê de muita gente passar tanto tempo navegando, em uma busca constante por novos seguidores, likes e views a cada nova postagem. “Ali fica mais fácil sermos aceitos. Há quem sofra de carência afetiva e baixa autoestima. Projetamos uma imagem que, muitas vezes, não condiz com a realidade. Não precisamos demonstrar medos, timidez ou outras fraquezas”, conclui.

Portanto, a dica é tentar diminuir o tempo de uso, para manter a saúde e a qualidade de vida.

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